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Ópera Lídia de Oxum

A remontagem da ÓPERA LÍDIA DE OXUM, escrita e composta pelos baianos Ildásio Tavares e Lindembergue Cardoso marca um grande passo na cultura baiana, ao trazer de volta a encenação com uma grande equipe técnica e de criação.

A primeira ópera baiana do Brasil, LÍDIA DE OXUM homenageia a cultura afro e será remontada 25 anos depois da sua estreia, em 1994. São oito solistas, além do coro, orquestra sinfônica, corpo de balé e percussão para dar vida ao enredo, trazendo para o palco quase duas horas de puro encanto.

A ÓPERA atravessa as décadas e séculos como um grito de resistência e demonstração da força do povo negro, ao apresentar o conflito racial que antecedeu a abolição da escravatura no Brasil. Um filho de um senhor de engenho, Lourenço, chega da Europa com ideias abolicionistas, se engaja nas causas raciais e se apaixona pela LÍDIA. Lourenço acaba entrando em conflito, tanto com os negros, por ser branco, mas também com os brancos, por apoiar a libertação dos escravos.

Num momento de afirmação de nossas raízes, de combate às desigualdades e de reconhecimento de nossa tradição afro-brasileira como elemento fundador e estruturante de nossa cultura, realizar uma ópera baiana é de fundamental importância para o debate da cultura afro-brasileira no país.

Ora Yê Yê Ô!